Dossiê 43ª Mostra SP: Cinema Brasileiro em ebulição

José Geraldo Couto * Beneficiada indiretamente pelo adiamento e enfraquecimento de dois outros importantes festivais – o de Brasília e o do Rio –, a 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo apostou fortemente na produção brasileira. Foram mais de sessenta longas-metragens inéditos, o que equivale a uma amostra bastante representativa da safra atual.…

Dossiê 43ª Mostra SP: Debates

Dois Papas (Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Argentina), de Fernando Meirelles “São personagens muito bem explorados, capazes de manter o interesse e a atenção, independentemente de filiações religiosas, posições filosóficas ou políticas, que nos movam. Porque as questões que o filme levanta, afinal, interessam a todos.” Antonio Carlos Egypto “Toda a rivalidade entre os dois…

Dossiê 43ª Mostra SP: Conversas

Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou (Brasil), de Bárbara Paz “Esteticamente, a cineasta adota recursos corajosos, em especial a homogeneização das imagens em preto e branco.” Bruno Carmelo “Ainda assim, é possível que ao fim do documentário não tenhamos aprendido mais nem sobre o diretor nem sobre sua obra. Porque…

Dossiê 43ª Mostra SP: Documentários brasileiros

Banquete Coutinho, de Josafá Veloso “Banquete Coutinho é, mais do que tudo, uma forma de matar a saudade deste cineasta essencial que ele foi, servindo para manter vivo um legado a ser sempre revisitado. Dá vontade de sair correndo e rever todos os seus filmes. A falta que ele nos faz.” Neusa Barbosa Barretão, de…

Dossiê 43ª Mostra SP: Ficções brasileiras

Abe, de Fernando Grostein Andrade “É curioso o medo de uma geração de diretores em relação ao silêncio, visto como elemento de desconforto: é preciso divertir, entreter a qualquer instante, seja nos momentos felizes, seja nas cenas tristes.” Bruno Carmelo Ainda Temos a Imensidão da Noite, de Gustavo Galvão “Um dos melhores aspectos deste drama…

Dossiê 43ª Mostra SP: Documentários estrangeiros

Bellingcat: A Verdade em um Mundo Pós-Verdade (Holanda), de Hans Pool “O diretor Hans Pool nutre evidente admiração por estes homens, permitindo que eles controlem, sozinhos, todo o ponto de vista do documentário. Por um lado, isso garante falas despojadas e sinceras por parte dos entrevistados. Por outro lado, impede que o cineasta imprima qualquer…

Dossiê 43ª Mostra SP: Ficções estrangeiras

Adam (Estados Unidos), de Rhys Ernst “Feito por um diretor e atores trans em seus devidos papéis – uma evolução na carreira do próprio Ernst em relação à série que produziu, Transparent –, o filme se desculpa, de modo claro em seu texto, de sua premissa possivelmente transfóbica.” Nayara Reynaud   Afterlife (Holanda), de Willem…