
Sorry, Baby acompanha uma jovem professora universitária tentando reorganizar a própria vida após um acontecimento que altera profundamente sua percepção de si mesma e das relações ao redor. A partir de encontros, conversas e situações do cotidiano, o filme observa esse processo de reconstrução de forma fragmentada, alternando momentos de proximidade, desconforto e silêncio.
Ficha técnica
Título original: Sorry, Baby
Direção e roteiro: Eva Victor
Elenco: Eva Victor, Naomi Ackie, Lucas Hedges
País: Estados Unidos
Ano: 2024
Veja o que associadas e associados da Abraccine estão falando sobre o filme.
TEXTOS
Somos feitos de carne, osso e traumas. A frase tem certo impacto e a escolha por utilizá-la na abertura deste texto tem um motivo muito claro: a estreia na direção de longas-metragens da atriz Eva Victor não é um acalento para as marcas que a vida nos dá.
Bianca Zasso, Cinema Escrito
Ao final, resta um curioso cinema de sensações, que sabe transmitir seu debate por meio de silêncios, da escolha de onde posicionar a câmera, e da predileção por atuações minimalistas, posto que as ações dizem muito por si mesmas.
Bruno Carmelo, Meio Amargo
Agnes não é apresentada como uma pessoa heróica ou resiliente, mas como alguém imerso em contradições, o que torna sua trajetória muito mais verdadeira.
Cecilia Barroso, Cenas de Cinema
Além da paisagem gelada, Eva Victor filma várias cenas em que a protagonista é vista através da porta que está em segundo plano no enquadramento, representando uma camada de sua personalidade que ela é incapaz de esconder.
Eduardo Kaneco, Leitura Fílmica
Quantas horas se passaram ali dentro? Quantas horas são necessárias para uma orientação? Não é assim que se faz o contato com uma orientanda. Por que é tão difícil negar, diante de uma figura de autoridade, quando se sabe que esse não é o protocolo? E a pergunta silenciosa: quantas orientandas já passaram por essa situação?
Isabel WIttmann, Feito por Elas
O diálogo final entre Agnes e o bebê da amiga é emblemático, carregado de ternura e humanidade. É uma cena que resume o coração do filme: a vida segue, mesmo diante de traumas, e a amizade e a empatia tornam-se forças vitais.
Letícia Allassë, Cine Pop
Inspirada por uma situação de sua própria vida, Eva Victor fez mais que uma limonada Suíça com os limões de seu trauma. Criou um filme sensível, que equilibra bem drama e humor, em idas e vindas narrativas que mimetizam a mente fragmentada de quem passa por uma situação-limite.
Letícia Magalhães, Cine Suffragette
Há uma paciência dramatúrgica que é muito interessante de ser observada, de como a personagem de Agnes vai se revelando a si mesma e as diversas situações que moldaram suas atitudes perante a vida.
Marco Fialho, Cinefialho
A diretora é hábil e respeitosa ao tratar do tema central do filme. Sem apelar para o melodrama, Victor é sutil e precisa na forma como relata aquele difícil momento.
Marden Machado, Cinemarden
Ajuda bastante a passar a noção de acolhida em Sorry, Baby o clima frio e a geografia mais desértica, ampliando a sensação de presença e calor (humano). Os personagens não reclamam do tempo, mas sim do afastamento entre eles, evidenciando carências afetivas que se tornam mais relevantes em episódios traumáticos.
Paulo Henrique Silva, O Tempo



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