Abraccine lança livro sobre Jean-Claude Bernardet

Capa_Bernardet

Capa do Livro – Foto: Júnior Araújo – Arte: Renato Cabral

Para marcar os 80 anos de Jean-Claude Bernardet, um dos principais teóricos de cinema do país e do mundo, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) e a Paco Editorial lançam, no mês de abril, o livro “Bernardet 80: Impacto e influência no cinema brasileiro”.

Este é o segundo livro lançado pela Abraccine que pretende investir, cada vez mais, nesses espaços de reflexão crítica: “Nosso desejo é lançar uma publicação a cada semestre. O primeiro foi 100 Melhores Filmes Brasileiros, no segundo semestre de 2016, que teve sua tiragem praticamente esgotada. Agora iniciamos, a partir de ‘Bernardet 80’, uma coleção dedicada a pensadores do cinema brasileiro. O próximo nome será Ismail Xavier, projeto que já está em andamento. Antes dele, ainda neste ano, lançaremos o livro “Documentário Brasileiro – 100 Filmes Essenciais”, que repetirá o mesmo formato do “100 Melhores”, com 100 filmes, curtas, médias e longas de diversas épocas, abordados por 100 autores diferentes, associados da Abraccine e convidados”, explica o presidente Paulo Henrique Silva.

O livro, que será lançado no Festival É Tudo Verdade, em São Paulo, no dia 25, e no Sesc Palladium, em Belo Horizonte, no dia 27, propõe a retomada de suas reflexões pela voz de críticos, pesquisadores e cineastas diretamente influenciados por Bernardet, cujo livro “Brasil em Tempo de Cinema” está completando meio século em 2017.

Desde a década de 1960, Bernardet dialoga ininterruptamente com as principais vertentes do cinema nacional, seja nos 20 livros publicados ou nos quase mil artigos e ensaios para jornais e revistas.

Organizado pelos críticos Ivonete Pinto e Orlando Margarido, “Bernardet 80” demonstra as ramificações desta influência através de artigos escritos por nomes ligados à realização (roteiristas, diretores), à academia (ex-alunos hoje exercendo a docência, a pesquisa e a crítica) e pesquisadores (teóricos no Brasil e no exterior).

Segundo Ivonete Pinto, o livro “vem justamente para marcar as oito décadas deste que é o intelectual mais produtivo em ação; o mais polêmico, o mais inventivo e que tem, dentro do cinema, os mais variados interesses. Para dar conta desses interesses, pensamos em um livro com três eixos temáticos: o Jean-Claude que influencia e impacta as áreas da pesquisa acadêmica, da realização e da crítica de cinema. Dezoito autores foram provocados a refletir sobre a produção de Jean-Claude, entre articulistas e prefaciadores. O resultado é uma obra direcionada a um público amplo, desde aqueles que conhecem os textos e as interferências do homenageado em roteiro, atuação e direção de filmes, até quem recém está chegando (os estudantes de graduação e novos cinéfilos), que encontram no livro um caminho organizado para conhecer a trajetória ímpar de Jean-Claude Bernardet”.

Orlando Margarido complementa ressaltando que “essa revisão do pensamento de Bernardet sobre o cinema, a partir de seus livros, artigos na imprensa, debates públicos, enfim toda forma de expressão manifesta, é ainda mais importante porque ele mesmo evita discutir hoje seu legado teórico. Faz algum tempo que está mais interessado em “estar” nos filmes do que falar sobre eles, como ator ou em colaborações no roteiro, por exemplo. Por isso nossa preocupação em contemplar as várias faces do homenageado, integrando ao livro a palavra de seus atuais parceiros, os diretores, em depoimentos mais informais do que os textos de especialistas sobre a trajetória crítica de Bernardet. São vozes de bastidores, saborosas e reveladoras muitas vezes, em que se nota um homem curioso, vivo e atuante. É uma publicação que resgata um passado de brilho mas também deve surpreender ao evocar um presente estimulante e único de um pensador em busca de se redefinir sempre”.

Ainda conforme os organizadores, o livro utiliza o termo “impacto”, que remete à ideia do choque de uma molécula contra outra, gerando uma terceira, para ilustrar o que acontece com o pensamento de Bernardet, sempre inovador, não raro polêmico. A produção do professor, teórico, crítico, roteirista, diretor e ator é analisada por 15 autores: Arthur Autran, Cristiano Burlan, Daniel Feix, Ismail Xavier, Ivonete Pinto, Kiko Goifman, Lúcia Nagib, Luciana Corrêa de Araújo, Luiz Zanin Oricchio, Maria do Socorro Carvalho, Mateus Araújo, Orlando Margarido, Roberto Moreira, Rubens Rewald e Tata Amaral. Cacá Diegues assina o prefácio, José Geraldo Couto e Paulo Henrique Silva escrevem os textos de apresentação.

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