Abraccine elege 100 filmes brasileiros essenciais

100 filmes brasileiros essenciais

Em comemoração aos 15 anos da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) e após dez anos da primeira votação, a entidade volta a eleger os 100 filmes brasileiros mais importantes de todos os tempos.

Além de incluir filmes lançados no período de 2016 a 2026, como Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, a nova listagem traz mais filmes dirigidos por mulheres e negros.

Para a associação, essa mudança reflete a busca de um olhar mais diverso sobre a produção nacional. Orlando Margarido, presidente da Abraccine, associação que reúne mais de 180 críticos de todo o Brasil, ressalta que após os 15 anos de existência da entidade, fez-se necessária uma revisão. “Desde a primeira edição do livro, resultado da primeira lista, a sociedade mudou, assim como o perfil da associação, que naturalmente cresceu e se modificou. Esta acaba sendo uma revisão importante e necessária da nossa história do cinema”, assinala.

A vice-presidente Cecilia Barroso salienta que foram citados 1.169 títulos de diversas épocas, entre curtas e longas-metragens, o que evidencia a rica produção nacional. “Diferentemente da lista anterior, optamos pela não classificação dos escolhidos, deixando os títulos num mesmo patamar, já que todos são essenciais para conhecermos o cinema brasileiro”, explica.

Filmes fundamentais na história da cinematografia do país marcam presença na eleição, desde Limite (1931), passando pela chanchada, Cinema Novo, Cinema Marginal e Retomada, até chegar à premiada produção atual.

Livro 100 filmes brasileiros essenciais

Assim como aconteceu na primeira vez, os 100 títulos mais votados serão abordados em textos críticos numa publicação que será lançada no final do ano, pela editora Letramento, com organização de Ivonete Pinto, Danilo Fantinel e Paulo Henrique Silva. O livro contará também com artigos com recortes históricos, estéticos e temáticos.

Confira a lista abaixo:

1. Limite (1931), Mário Peixoto

2. Ganga bruta (1933), Humberto Mauro

3. O ébrio (1946), Gilda de Abreu

4. Também somos irmãos (1949), José Carlos Burle

5. Carnaval Atlântida (1952), José Carlos Burle

6. O cangaceiro (1953), Lima Barreto

7. Rio, 40 graus (1955), Nelson Pereira dos Santos

8. Rio, Zona Norte (1957), Nelson Pereira dos Santos

9. O grande momento (1958), Roberto Santos

10. O homem do Sputnik (1959), Carlos Manga

11. Aruanda (1960), Linduarte Noronha

12. O assalto ao trem pagador (1962), Roberto Farias

13. O pagador de promessas (1962), Anselmo Duarte 

14. Os cafajestes (1962), Ruy Guerra

15. Porto das caixas (1962), Paulo Cezar Saraceni 

16. Vidas secas (1963), Nelson Pereira dos Santos

17. À meia noite levarei sua alma (1964), José Mojica Marins

18. A velha a fiar (1964), Humberto Mauro

19. Deus e o diabo na terra do sol (1964), Glauber Rocha

20. Noite vazia (1964), Walter Hugo Khouri

21. Os fuzis (1964), Ruy Guerra

22. A falecida (1965), Leon Hirszman

23. A hora e vez de Augusto Matraga (1965), Roberto Santos

24. São Paulo Sociedade Anônima (1965), Luiz Sergio Person

25. A entrevista (1966), Helena Solberg

26. O padre e a moça (1966), Joaquim Pedro de Andrade

27. Todas as mulheres do mundo (1966), Domingos de Oliveira 

28. A margem (1967), Ozualdo Candeias

29. Esta noite encarnarei no teu cadáver (1967), José Mojica Marins

30. O caso dos irmãos Naves (1967), Luiz Sergio Person

31. O menino e o vento (1967), Carlos Hugo Christensen

32. Terra em transe (1967), Glauber Rocha

33. O bandido da luz vermelha (1968), Rogério Sganzerla

34. A mulher de todos (1969), Rogério Sganzerla

35. Macunaíma (1969), Joaquim Pedro de Andrade

36. Matou a família e foi ao cinema (1969), Julio Bressane 

37. O dragão da maldade contra o santo guerreiro (1969), Glauber Rocha

38. O despertar da besta (Ritual dos sádicos) (1970), José Mojica Marins

39. Sem essa, Aranha (1970), Rogério Sganzerla

40. Um é pouco, dois é bom (1970), Odilon Lopez

41. Bang bang (1971), Andrea Tonacci

42. S. Bernardo (1972), Leon Hirszman

43. Toda nudez será castigada (1972), Arnaldo Jabor

44. Alma no olho (1973), Zózimo Bulbul

45. Compasso de espera (1973), Antunes Filho

46. Os homens que eu tive (1973), Tereza Trautman

47. A rainha diaba (1974), Antonio Carlos da Fontoura

48. Iracema, uma transa amazônica (1975), Jorge Bodanzky e Orlando Senna 

49. Dona Flor e seus dois maridos (1976), Bruno Barreto

50. Lúcio Flávio, o passageiro da agonia (1977), Hector Babenco

51. Mar de rosas (1977), Ana Carolina

52. A lira do delírio (1978), Walter Lima Jr.

53. Tudo bem (1978), Arnaldo Jabor

54. A mulher que inventou o amor (1980), Jean Garrett

55. Bye bye Brasil (1980), Carlos Diegues

56. O homem que virou suco (1980), João Batista de Andrade

57. Pixote, a lei do mais fraco (1980), Hector Babenco

58. Eles não usam black-tie (1981), Leon Hirszman

59. Os saltimbancos trapalhões (1981), J.B. Tanko

60. Das tripas coração (1982), Ana Carolina

61. Pra frente Brasil (1982), Roberto Farias

62. Onda Nova (1983), Ícaro Martins e José Antonio Garcia

63. Amor maldito (1984), Adélia Sampaio

64. Cabra marcado para morrer (1984), Eduardo Coutinho

65. Memórias do cárcere (1984), Nelson Pereira dos Santos

66. A hora da estrela (1985), Suzana Amaral 

67. A marvada carne (1985), André Klotzel

68. Filme demência (1986), Carlos Reichenbach

69. Ilha das Flores (1989), Jorge Furtado

70. Que bom te ver viva (1989), Lúcia Murat

71. Superoutro (1989), Edgard Navarro

72. Alma corsária (1993), Carlos Reichenbach

73. Carlota Joaquina, princesa do Brazil (1995), Carla Camurati

74. Terra estrangeira (1995), Daniela Thomas e Walter Salles

75. Baile perfumado (1996), Lírio Ferreira e Paulo Caldas

76. Central do Brasil (1998), Walter Salles

77. O auto da compadecida (2000), Guel Arraes

78. Bicho de sete cabeças (2001), Laís Bodanzky

79. Lavoura arcaica (2001), Luiz Fernando Carvalho

80. Cidade de Deus (2002), Fernando Meirelles e Kátia Lund

81. Edifício Master (2002), Eduardo Coutinho

82. Madame Satã (2002), Karim Aïnouz

83. Cinema aspirinas e urubus (2005), Marcelo Gomes

84. O céu de Suely (2006), Karim Aïnouz

85. Serras da desordem (2006), Andrea Tonacci

86. Jogo de cena (2007), Eduardo Coutinho

87. Saneamento básico, o filme (2007), Jorge Furtado

88. Santiago (2007), João Moreira Salles

89. Trabalhar cansa (2011), Juliana Rojas e Marco Dutra

90. O som ao redor (2012), Kleber Mendonça Filho

91. O menino e o mundo (2013), Alê Abreu

92. Branco sai, preto fica (2014), Adirley Queirós

93. Que horas ela volta? (2015), Anna Muylaert

94. Aquarius (2016), Kleber Mendonça Filho

95. Arábia (2017), Affonso Uchoa, João Dumans

96. As boas maneiras (2017), Juliana Rojas e Marco Dutra

97. Marte um (2022), Gabriel Martins

98. Mato seco em chamas (2022), Adirley Queirós e Joana Pimenta

99. Ainda estou aqui (2024), Walter Salles

100. O agente secreto (2025), Kleber Mendonça Filho

Deixe uma resposta