Eduardo Coutinho: Edifício Master e Um Dia na Vida

Edifício Master

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Por Neusa Barbosa

O documentarista Eduardo Coutinho faz cinema como quem exerce uma ciência que é um misto de exata e humana. É tão fluido e natural o modo como ele interage com seus entrevistados, mostrando-os tão soltos e espontâneos na tela como na vida real, como se falassem num confessionário e a câmera e a equipe de filmagem não estivessem nos bastidores. Mais uma vez, Coutinho consegue esse equilíbrio quase mágico neste trabalho, Edifício Master, onde documenta a vida cotidiana de vários moradores de um prédio do bairro de Copacabana. Leia mais: Cineweb.

Edifício Master: Por trás das cortinas

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Por Rafael Carvalho

“Um filme sobre pessoas como você e eu”. A frase que acompanha o cartaz de Edifício Master nos faz pensar numa obra sobre gente aparentemente simples; mas qual o interesse em entrevistar pessoas assim? Um edifício à beira da praia no bairro nobre de Copacabana é o microcosmo onde o documentarista Eduardo Coutinho e sua equipe aportaram para adentrar a vida daqueles que estivessem dispostos a falar. Sobre o quê? Ora, a conhecida e invejável capacidade do documentarista de arrancar ótimos depoimentos de seus entrevistados aponta para aquilo que lhes são mais íntimos: suas próprias vidas. Leia mais: Moviola Digital.

Edifício Master

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Por Denise Lopes

Edifício Master (2002) é cachoeira. E das boas. Cachoeira, pororoca, rio caudaloso… É emoção em cima de emoção. A vida de pessoas comuns, como eu e você, contada em primeira pessoa. Recriada em relatos. Pedaços desprendidos aqui e ali. Desventuras. Aventuras. Desamores. Amores. Coisas assim. Mostradas com tamanha sinceridade e compreensão, que faz doer, corar, rir, chorar até mesmo o mais incrédulo. Se saí do cinema aturdido a perguntar: como ele conseguiu captar tudo isso? Como escolheu tão bem o que deixar? Percebesse claramente a intenção em não criar rótulos, estereótipos, conclusões. Leia mais: Edifício Master.

Um dia na vida de Eduardo Coutinho

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Por André Dib

Um Dia na Vida novo trabalho de Eduardo Coutinho, quase não pode ser chamado de filme. É pouco menos do que experimento, algo mais do que provocação. Como de praxe na obra do documentarista, seu método foi revelado no início do longa. Só que, desta vez, as regras também valem para a exibição. Nada a ver com A day in the life, a clássica canção dos Beatles. O que Coutinho batizou de “material gravado como pesquisa para um filme futuro” é resultado de 19 horas de programação da TV aberta, editados em 94 minutos. A manobra é uma clara demonstração de que o diretor de Cabra Marcado para Morrer, Edifício Master e Jogo de Cena não está nem aí para o que as pessoas esperam dele. Ao contrário, se arrisca como se esse fosse o primeiro – ou o último – projeto de sua vida. Leia mais: AndréDib.com.

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