Eduardo Coutinho: Jogo de Cena (2007)

jogo de cena

Da falação à engenhosidade do jogo

Por Ivonete Pinto

Como uma atriz que coloca suas vulnerabilidades em cena, esta articulista admite que, em sala de aula já  acusou Coutinho de fazer um cinema demasiadamente centrado na fala,  repetitivo, que ao explorar o documentário apenas como veículo de conversas intermináveis de seus personagens, beirava a um dogmatismo subserviente à palavra. O teor dos comentários sobre o diretor passou a mudar quando, a partir de O Fim e o Princípio  (2005) Coutinho deu pistas de que estava inquieto, que pretendia   mexer no formato e no processo todo de construção de seus filmes. Leia mais: Jogo de Cena

Encenando vidas

Por Rafael Carvalho

É possível dizer com segurança que quando Jogo de Cena estreou em 2007, ele representou uma mudança radical no caminho estético-artístico que Eduardo Coutinho vinha trilhando na sua brilhante carreira. O cineasta da interlocução, aquele que colhe o humano do homem comum através de um dom extraordinário (e aparentemente fácil), isso tempos depois de realizar uma das maiores obras-primas do cinema brasileiro (e mundial) que é Cabra Marcado para Morrer, vem e alia a sua invejável habilidade de entrevistador uma discussão puramente cinematográfica. Leia mais: Moviola Digital

Jogo de Cena

Por Neusa Barbosa

Conhecido por um estilo que procura a maior naturalidade possível dos entrevistados e a menor interferência do diretor, uma técnica visível em seus premiados trabalhos anteriores, Santo Forte (1999), Edifício Master (2002) e o clássico Cabra Marcado para Morrer (1985), o cineasta Eduardo Coutinho retoma aqui o começo de sua carreira em mais de um sentido. Iniciando-se como cineasta com a ficção O Homem que Comprou o Mundo (1967), Coutinho volta a escalar atores num trabalho, coisa que faz pela primeira vez num documentário. Leia mais: Cineweb

“A gente não sabe o que é ficção, o que é documentário”

Por Paulo Henrique da Silva

Eduardo Coutinho nunca escondeu que, mesmo nos documentários, o que se vê é uma ficcionalização da verdade. Ao contar uma história, o entrevistado se comporta como um ator diante das câmeras. Com o filme Jogo de Cena, apresentado no Festival de Cinema de Gramado, em agosto, e previsto para estrear nas telas no próximo mês, o diretor de obras marcantes como Cabra Marcada para Morrer e Edifício Master aprofundou mais a discussão em torno dos limites entre a realidade e a ficção. Leia mais: A gente não sabe o que é ficção ou documentário

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