Considerações sobre a 38a Mostra (III)

Dois Dias, Uma Noite

Por Rafael Carvalho (BA)

deuxjoursA escrita fílmica que os irmãos Dardenne construíram em sua carreira parece cada vez mais sólida. E pelo visto eles estão longe de querer fugir dessa zona de conforto. Câmera trêmula filmando as pessoas de perto, situações-limite, personagens em movimento constante, apego ao plano-sequência, questões de cunho social – aqui financeiro e trabalhista – como mola propulsora da narrativa, realismo de urgência. Para ler mais, clique aqui.

 

O Novíssimo Cinema Latino-Americano da 38ª Mostra de Cinema de SP

Por Luiza Lusvarghi (SP)

relatos selvagensA Mostra de Cinema Internacional de São Paulo de 2014 foi provavelmente a edição mais latina da história do evento e o idioma espanhol, o mais falado. Os filmes do espanhol Victor Erice foram destaque, e a Espanha foi o país homenageado. Pedro Almodóvar criou o pôster da mostra e ganhou retrospectiva. Mas a América Latina de fala hispânica, embora sem ganhar nenhum prêmio em especial, conquistou uma visibilidade que não se via há muito tempo. O longa argentino Relatos Selvagens (Argentina, Espanha) abriu o evento, que foi encerrado com o dominicano Dólares de Areia (República Dominicana, Argentina, México), de Ismael Cárdenas e Laura Amelia Guzmán. Foram 25 filmes latino-americanos, sendo 3 documentários, de países como Argentina, Uruguai, Costa Rica, República Dominicana, Venezuela, Colômbia, Peru, México, e de Porto Rico, na verdade um estado dos EUA. A maioria foi realizada em coprodução com países da região, e ainda com a França, Estados Unidos, Espanha, e Brasil. Desta forma, esta edição possibilitou uma perspectiva panorâmica de tendências do que vem sendo nomeado como o Novíssimo Cinema Latino-Americano. Para ler mais, clique aqui.

 

Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

Por Edu Fernandes (SP)

FOXCATCHEROs descalabros da sociedade estadunidense são temas ricos para o cinema. Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo parte do universo dos esportes para discutir a cultura do vencedor que impera no inconsciente coletivo. O roteiro contrasta as conquistas esportivas com os fracassos pessoais de seu protagonista.

Mark (Channing Tatum, de Terapia de Risco) foi medalhista olímpico em 1984 e se prepara para os jogos de Seul. Apesar de ser um campeão de luta greco-romana, sua vida não tem qualquer glamour. Ele dá palestras para públicos desinteressados e mora em uma casa escura, onde faz suas refeições apáticas sozinho. Para ler mais, clique aqui.

 

A compreensão do ser humano é a meta – Uma entrevista com Jia Zhangke

Por Paulo Henrique Silva (MG)

jiadoc“Eu não tenho muito o que dizer, a não ser obrigado”, responde, entre risos, o chinês Jia Zhangke, quando indagado sobre como se reflete, em seu dia a dia, o fato de ser considerado o mais importante cineasta da atualidade.

“Não fico muito preocupado com a opinião dos outros porque, na produção, o mais importante é encarar a mim mesmo. Cada filme é um desafio. Para cada um deles você tem que apresentar um novo eu”, registra, em entrevista ao Hoje em Dia. Para ler mais, clique aqui.

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