Dossiê A Hora do Mal

A Hora do Mal

A Hora do Mal acompanha uma pequena comunidade abalada pelo desaparecimento repentino de várias crianças durante a mesma noite. À medida que pais, professores e autoridades tentam entender o que aconteceu, versões contraditórias surgem e o caso passa a revelar tensões ocultas, medos coletivos e a sensação de que algo profundamente errado está em curso.

Ficha técnica
Título original: Weapons
Direção e roteiro: Zach Cregger
Elenco: Josh Brolin, Julia Garner, Amy Madigan, Alden Ehrenreich, Benedict Wong
Produção: Roy Lee, J.D. Lifshitz, Raphael Margules
País: Estados Unidos
Ano: 2025

Veja o que associadas e associados da Abraccine estão falando sobre o filme:

TEXTOS

A estrutura narrativa de A Hora do Mal preserva o mistério e mantém o espectador intrigado. Ao acompanhar o ponto e vista de Justine, parece que a revelação aparecerá rapidamente demais. Porém, por se segmentar em vários capítulos, cada um com a perspectiva de um personagem, o roteiro sempre retrocede no tempo para interligar os acontecimentos.
Eduardo Kaneco, Leitura Fímica

Ainda que agridoce nesse viés e na fadiga que acaba acontecendo depois de uma certa duração, é bom ver que em meio a franquias, remakes e continuações que sobrevivem a aparelhos por pura nostalgia, ainda existem filmes que quebram expectativas, criam algo com suas imagens e estabelecem novas conversas.
Fabiana Lima, Peliplat

É uma decisão relativamente simples, que serve para trazer a narrativa de maneira segmentada, onde o mosaico só seja completo para a apreciação do todo. Assim sendo, todos são centrais em suas vidas, e o filme consegue dessa maneira humanizar todos os que passam em tela com a tarefa de domar aquele quadro geral.
Francisco Carbone, Cenas de Cinema

Se Guerra dos Mundos pôde se servir como metáfora da paranoia em torno da ameaça comunista nos anos de Guerra Fria, creio podermos indagar hoje, com A Hora do Mal, sobre ameaças provindas do isolamento das crianças nesses anos dominados pelo ciberespaço
Humberto Silva, Cinema Escrito

Bom, no fim das contas o filme revela que todas as criancinhas foram atraídas por uma bruxa. Sim, uma bruxa, esse símbolo ancestral de corrupção feminina, que pode ser ressignificado como uma imagem de conhecimento e poder, mas nesse caso é só uma senhora envelhecida e doente que precisa de corpos jovens para, por meio de feitiços não explicados, restituir seu antigo vigor.
Isabel Wittmann, Feito por Elas

Utilizados à exaustão como muletas estilísticas em filmes de horror, ao ponto de serem vulgarizados, os jumpscares (mudanças abruptas de imagem e/ou evento) são “resgatados” por Zach Cregger como poderoso utensílio para dar choques no espectador, o desfibrilando para evitar inércia e passividade. Não se trata de gerar sustos para acobertar problemas de construção narrativa, mas de utilizar esse dispositivo pretendendo manter os batimentos cardíacos e a atenção da plateia em altíssima rotação.
Marcelo Müller, Kinorama

Se a visão construída de bruxa é ridícula, rasteira e preconceituosa, a mise-en-scène é convencional ao apelar inicialmente para o suspense, para depois cair em um gore batido e sem graça. A narrativa em episódios em que voltamos para o mesmo e recorrente tempo, está longe de ser novidade.
Marco Fialho, Cinefialho

Mas o que importa mesmo é que se trata de uma obra muito bem construída e com uma sequência final das mais catárticas que já vi em muito tempo.
Marden Machado, Cinemarden

VÍDEOS

Enoe Lopes Pontes
Messias Adriano

PODCAST

Meninos, Eu Vi!, de Rodrigo James

Um comentário sobre “Dossiê A Hora do Mal

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