Dossiê Sonhos de Trem

Sonhos de Trem

Sonhos de Trem acompanha a vida de Robert Grainier, um trabalhador ferroviário que atravessa o início do século 20 nos Estados Unidos. Vivendo entre obras de infraestrutura, deslocamentos constantes e longos períodos de solidão, ele constrói uma existência marcada pelo trabalho físico, pela relação com a natureza e por perdas pessoais que moldam silenciosamente sua trajetória. O filme observa uma vida comum atravessada por transformações históricas, sem heroísmo ou espetáculo.

Ficha técnica
Título original: Train Dreams
Direção: Clint Bentley
Roteiro: Clint Bentley, Greg Kwedar
Baseado na novela de: Denis Johnson
Elenco: Joel Edgerton, Felicity Jones, William H. Macy, Kerry Condon
Direção de fotografia: Adolpho Veloso
Trilha sonora: Bryce Dessner
País: Estados Unidos
Ano: 2025

Veja o que associadas e associados da Abraccine estão falando sobre o filme.

TEXTOS

Sonhos de Trem é sobre o que sobra quando tudo passa. Não há nostalgia nem romantização do passado. Há um olhar atento para uma existência que não entrou para a história, mas sustentou o mundo como ele é. Ao permanecer com esse personagem até o fim, o filme recusa o espetáculo, recusa o épico, recusa a exceção.
Cecilia Barroso, Cenas de Cinema

O filme está repleto de belas imagens, que não se restringem a metáforas e simbologias. Clint Blentley estuda os planos, pensando em todos os detalhes, desde o enquadramento até a iluminação, ressaltando a beleza daquela época, apesar de toda a sua rudeza.
Eduardo Kaneco, Leitura Fílmica

Sonhos de trem é uma produção que consegue ser cinema em sua completude, porque transmite em imagens fatos políticos profundos e tempos históricos que geram consequências graves para o presente da sociedade, através de imagens repletas de apuro estético e conhecimento de técnica cinematográfica.
Enoe Lopes Pontes, Coisa de Cinéfilo

Quando o homem mira o horizonte perdido pelo luto e pela solidão, Bentley parece constantemente ansioso para demonstrar o quanto uma coisa tem a ver com a outra, mas não de modo orgânico. De certa maneira, o realizador parece estar sempre tentando se certificar de que o público entenda as associações simbólicas.
Marcelo Müller, Kinorama

O que a destruição deixa em que insiste em sobreviver são memórias e melancolias. O tempo está presente para cobrar e as tais conexões que Arn tanto pronunciava estão todas a asfixiar os que ainda estão vivos como fantasmas de um mundo que prefere as ruínas do que viver com os conflitos que o próprio mundo natural já oferece.
Marco Fialho, Cinefialho

O mais interessante em Sonhos de Trem é a maneira como a história, a partir da figura de Robert, traça um painel das mudanças ocorridas ao longo do século XX. Mudanças que muitos dos que viveram esse período também não sentiram, uma vez que estavam imersos em suas próprias vidas sem condições de perceber as transformações que ocorriam à sua volta.
Marden Machado, Cinemarden

VÍDEOS

Messias Adriano

ENTREVISTAS

Paula Jacob, para Harper’s Bazaar: Indicado ao Oscar, Adolpho Veloso comenta a direção de fotografia de “Sonhos de Trem”
Cecilia Barroso, para Cenas de Cinema: Joel Edgerton fala sobre Sonhos de Trem e confiança

Um comentário sobre “Dossiê Sonhos de Trem

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