
Bugonia acompanha dois jovens obcecados por teorias conspiratórias que sequestram a CEO de uma grande corporação após acreditarem que ela é uma alienígena disfarçada, enviada à Terra para destruir a humanidade. A partir dessa premissa, o filme constrói uma narrativa marcada por paranoia, delírio coletivo e desconfiança das estruturas de poder, acompanhando o confronto entre fantasia, medo e realidade.
Ficha técnica
Título original: Bugonia
Direção: Yorgos Lanthimos
Roteiro: Will Tracy
Elenco: Emma Stone, Jesse Plemons, Alicia Silverstone
Produção: Yorgos Lanthimos, Emma Stone, Ed Guiney, Andrew Lowe
País: Estados Unidos
Ano: 2025
Veja o que associadas e associados da Abraccine estão falando sobre o filme:
TEXTOS
Parece apenas delirante, mas tem tudo a ver com o que estamos vivenciando na contemporaneidade. E dá muito o que pensar.
Antonio Carlos Egypto, Cinema com Recheio
Visualmente, Bugonia é uma experiência desconexa: ora fria, ora orgânica, mas sempre buscando ser perturbadora. Lanthimos segue filmando o caos com simetria, e o ridículo com solenidade, embora mais afeito ao comum. A câmera, mais comportada, por vezes abandona sua uma liturgia do absurdo e os soluços de suspensão dão lugar a um nonsense que não precisa ser quebra visual.
Cecilia Barroso, Cenas de Cinema
A conclusão de Bugonia, na verdade, acaba por ofender o público, de tão previsível que era. Ainda mais quando exposta com uma desnecessariamente longa montagem com a mesma situação em diferentes cenários.
Eduardo Kaneco, Leitura Fílmica
Diante do tamanho do buraco em que nos encontramos, rir e até acreditar temporariamente no absurdo pode ser uma estratégia de sobrevivência. O diretor, que tantas vezes escolheu universos distorcidos e realidades paralelas para conduzir suas narrativas, parece aqui mais interessado em confrontar o estranho que emerge diretamente da nossa convivência, das nossas relações e dos nossos processos de luto e isolamento.
Fabiana Lima, Peliplat
Começa bem mas se perde na própria insistência. Quando finalmente revela sua carta mais forte já não há tempo para explorar suas consequências. O resultado é um filme que não funciona plenamente, que parece ter perdido a mão em algum ponto do percurso.
Gabriel Pinheiro, Medium
Em raros casos, porém, há um curto-circuito em que esses polos se chocam, e a suspensão do sentido imediato quebra a ordem da representação, provocando questionamentos. É o caso de Bugonia, filme em que o cineasta grego Yorgos Lanthimos adiciona uma camada de literalidade ao discurso apocalíptico e paranoico quando afirma: é mais fácil imaginar alienígenas do que o fim do capitalismo.
Luiz Baez, Críticos
Dessa vez, a forma como a câmera se comporta (ora plácida, ora como se estivesse espeitando tudo curiosamente), combinada à disposição simbólica dos elementos de cena, nos comunica que a disforia é parte indissociável dessa nossa contemporaneidade doida. Ela é acessível a quem se dispuser a ver, portanto a sua existência independe de sintomas visuais claros.
Marcelo Müller, Kinorama
Lanthimos não faz uso de sua narrativa mais ousada, prefere ser mais clássico na condução imagética da história, dando um certo destaque apenas para a música que acentua uma eloquência que põe a imagem em suspensão. Há um suspense ainda salientado em uma temporalidade decrescente para a chegada do eclipse, assim, o diretor vai inserindo créditos de quantos dias faltam para o tal fenômeno astronômico.
Marco Fialho, Cinefialho
Lanthimos não costuma lidar com material de outrem, a não ser que tenha liberdade para alterar o quiser. É o caso de Bugonia, que parece uma legítima obra do cineasta.
Marden Machado, Cinemarden
Sempre instigante, a todo momento nos perguntamos para onde a narrativa de Bugonia vai nos levar, flertando inclusive com o horror. As cenas de crueldade escalam no grafismo, mas é curioso que o asco e a angústia sejam mais efetivos na passagem na qual apenas ouvimos gritos e uma música alta perturbadora do que quando o sangue se faz mais presente espalhado nos cômodos e mesmo nas pessoas.
Messias Adriano, Tardes de Cinema
PODCAST
Meninos, Eu Vi!, de Rodrigo James



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