Neste ano, pela primeira vez, a Associação Brasileira firmou uma parceria com o Kinoforum – Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo e tendo a sua participação estabelecida em um evento inteiramente dedicado ao mais proficiente formato da produção cinematográfica do país.
O Júri Abraccine da 37ª edição do Curta Kinoforum foi composto por Eduardo Kaneco, Joyce Pais e Jéssica Frazão. O evento aconteceu de 20 a 30 de agosto de 2026, em São Paulo (SP).
O curta-metragem escolhido foi DIU, de Camila Schincaglia e Samira Uchôa. Já o Duwid Tuwid Tuminkiz – Makunaima é Duwid?, de Gustavo Caboco Wapichana recebeu uma menção honrosa.
Leia as justificativas do júri e saiba mais sobre os filmes:

DIU (2025)
Sinopse do filme: Na pátria parasitada de machismos, adolescer é meandro infinito de encantarias e pesadelos. Cada menina na antessala da juventude precisa afiar as garras para cavar fronteiras e abrigos.
Justificativa do júri: “Um filme que recorre ao body horror de maneira ousada e rigorosa, sob uma chave pouco usual. Ao levar o desconforto, o constrangimento e o explícito aos seus limites, coloca no centro uma personagem que recusa a passividade e subverte as relações de poder. Há também o reconhecimento de um gesto de autoria: em um imaginário cinematográfico que costuma associar o horror, o sangue e a agressividade ao olhar masculino, o filme reivindica essas ferramentas para uma perspectiva feminina e as transforma em potência expressiva e política. Por sua coragem formal e pela precisão de sua realização, o Prêmio Abraccine vai para DIU.”
Menção honrosa

DUWID TUMINKIZ – MAKUNAIMA É DUWID? (2026)
Sinopse do filme: A solidão de Hilda, uma senhora com 70 anos, se transforma quando o toque de uma cuidadora desperta nela sensações há muito tempo adormecidas.
Justificativa do júri: “Um filme que nos mobiliza por meio da língua, do traço, das cores e de uma construção sensorial que desafia formas habituais de ver e compreender uma obra. Ao retornar às raízes Wapixana de uma narrativa que conhecemos sobretudo pela mediação de Mário de Andrade, o curta tensiona um olhar colonizador que por muito tempo naturalizamos. É cinema em primeira pessoa, narrado por quem carrega essa história como memória viva. Por deslocar nossas noções de cinema, de Brasil e de História., a menção do Júri Abraccine vai para Duwid Tuwid Tuminkiz – Makunaima é Duwid?”



