28º Cine Ceará

De 04 a 11 de agosto foi realizado o 28º Cine Ceará. Como de costume, lançamos agora o dossiê Abraccine com uma copilação da cobertura realizada por nossos associados.

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Júri Abraccine (Click no nome do crítico para ler o texto completo):

“O problema é que, como o próprio filme mostra, Maria é uma pessoa sozinha, sem ninguém para ampará-la ou defendê-la. (…)’Senhorita Maria, a Saia da Montanha’ resvala em uma série de questões extremamente perigosas, da transexualidade como algo exótico, associada a distúrbios psiquiátricos (Maria sofre de epilepsia), ou como possível resultado de abusos físicos ou psicológicos na infância – preconceitos que a comunidade LGBTQ+ tem lutado há anos para desconstruir.” Daniel Oliveira.

“Para além da dificuldade de imersão neste contexto histórico, talvez o incômodo tenha vindo do fato de que os afetos constituem a matéria-prima do filme. Não os dados, documentos, números, e sim uma nostalgia de pessoas idosas relembrando aqueles bons tempos que não voltam mais – não a ditadura militar, deixe-se claro, e sim a resistência à mesma. Anjos de Ipanema soou como um projeto ingênuo, por tocar numa ferida tão aberta quanto a ditadura através de anedotas pessoais, de um desejo neohippie que parece deslocado no século XXI.” Bruno Carmelo.

 “No âmbito dos longas, Petra e Diamantino podem ser considerados os dois grandes destaques da mostra. O primeiro, com sua estrutura fragmentada a utilizar a montagem na divisão de seus capítulos, acerta na criação de um ritmo envolvente para o espectador, levando-o gradativamente a penetrar na história daquele clã e percebendo suas angústias. Um alento dentro de toda programação. Já o longa português conseguiu encerrar bem a competitiva por unir reflexão acerca da situação xenofóbica na Europa e a futilidade de uma sociedade de consumo em reflexo à pureza de seu personagem título.” João Paulo Barreto.

 

Membros da Abraccine no Festival (Click no nome do crítico para ler o texto completo):

O Barco
“Ao mesmo tempo, O Barco pode ser lido como metáfora de um país disputado por muitas narrativas e que, em alguns momentos, parece estranhamente privado dos sentidos básicos – uma condição que é encarnada tanto por um pescador cego (Everaldo Pontes) quanto pelo pescador Pedro (Nanego Lira), pai da enorme família, que abre mão de falar depois de uma grande perda.” Neusa Barbosa

Cobertura Completa CineWeb

Eduardo Galeano Vagamundo
“Dessa forma, Nepomuceno consegue mais do que simplesmente dizer quem foi Eduardo Galeano e qual a sua importância: mostrar ao seu espectador o peso desta obra e a relevância que teve não apenas em vida, mas a qual permanecerá sendo um pilar para a sustentação artística e cultural neste lado do planeta. Poderia ser mais fácil abordar essa personalidade através de um formato tradicional. Mas o diretor preferiu ser ainda mais simples. E, com isso, se tornou universal.” Robledo Milani

Cobertura Completa do Papo de Cinema

Che: Passagem secreta
“Alguns documentários se prestam à missão de fazer emergir histórias raras, com acontecimentos inusitados e desconhecidos. Che, Memórias de um Ano Secreto pertence a esse grupo, com o diferencial de que seu protagonista é uma das figuras mais icônicas do século 20. O filme teve uma sessão especial dentro do Cine Ceará 2018.” Edu Fernandes

Cobertura Completa da Revista Preview

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