
Marty Supreme se passa na Nova York dos anos 1950 e acompanha um jovem apaixonado por tênis de mesa que ninguém leva a sério. Determinado a escapar da vida comum e provar seu valor, ele mergulha de cabeça no mundo do esporte profissional enquanto tenta alcançar a grandeza em um jogo que muitos consideram irrelevante. A trajetória de Marty mistura ambição, caos e humor, mostrando sua busca obstinada por reconhecimento e sucesso.
Ficha técnica
Título original: Marty Supreme
Direção e roteiro: Josh Safdie e Ronald Bronstein
Elenco: Timothée Chalamet, Gwyneth Paltrow, Odessa A’zion, Kevin O’Leary, Tyler Okonma, Abel Ferrara, Fran Drescher
Fotografia: Darius Khondji
Montagem: Ronald Bronstein, Josh Safdie
Trilha sonora: Daniel Lopatin
País: Estados Unidos
Ano: 2025
Veja o que associadas e associados da Abraccine estão falando sobre o filme.
TEXTOS
O desempenho de Timothée Chalamet como o tenista Marty Mauser, segundo se diz, inspirado vagamente num jogador real dos anos 1950 em Nova York, é visceral e muito intenso.
Antonio Carlos Egypto, Cinema com Recheio
O retrato da masculinidade baseada em auto-afirmação constante, que depende de visibilidade para existir, é muito nítido e poderia habitar as quadras de tênis de mesa — ou qualquer outro lugar — de hoje em dia também. O personagem parece incapaz de suportar o silêncio, como se desaparecer do olhar alheio significasse deixar de ser.
Cecilia Barroso, Cenas de Cinema
São dois filmes que demandam que o espectador embarque nessa montanha-russa de acontecimentos, equilibrando a comédia com a tensão, o que não é tarefa fácil de se conseguir. E, aqui, com o agravante de contar com um protagonista antipático.
Eduardo Kaneco, Leitura Fílmica
O filme parece um espetáculo absurdista, no qual o trágico e o cômico se encontram para jorrar nos olhos de quem assiste o quão o mundo é cruel, como as lutas de classe podem moldar e interferir nos comportamentos humanos, mas como somos unidos, furiosos e interconectados no caos e na luta pela sobrevivência. Marty Supreme consagra essa lógica quase beckettiana, com emoções de perdas e gestos repentinos, que vêm de um colapso da sociedade.
Enoe Lopes Pontes, Coisa de Cinéfilo
Outro fator divisivo é como os diálogos são ritmados quase que para emular a velocidade de uma partida de tênis de mesa, e isso pode ser bastante cansativo ou até sufocante.
Fabiana Lima, Peliplat
Outro fato é que Josh Safdie não é James Mangold (diretor de Um completo desconhecido) e Marty Supreme resulta em mais um conto raso do american dream, com a vitória pela vitória, não importando os critérios para chegar lá e quase zero de proposta reflexiva.
Luiz Joaquim, Cinema Escrito
Marty Supreme é um filme surpreendente, sobretudo por essa natureza frenética (acentuada pela ótima montagem de Ronald Bronstein e Josh Safdi) que não nos deixa perceber o seu protagonista como apenas uma coisa. É um mosaico de situações em que tenta convencer o mundo, primeiro, de seu talento e, segundo, que é prudente respeitá-lo.
Marcelo Müller, Kinorama
Pelas razões expostas, Marty Supreme se reafirma como mais um filme típico da indústria de Hollywood a edificar valores morais individualistas, fazendo o público se identificar com ações forçosamente vitoriosas, mesmo sendo Marty um tipo de loser na sociedade estadunidense.
Marco Fialho, Cinefialho
A direção e a montagem ágeis de Marty Supreme não nos deixa perder o interesse um segundo sequer. O ego mais do que inflado do mesatenista transita na tênue linha que separa o personagem título de sermos contra ou a favor dele.
Marden Machado, Cinemarden
O charme natural de Chalamet provoca um contraste bem-vindo com os traços psicológicos de seu desprezível personagem, chamado de Marty Mauser no filme: ele é egoísta, narcisista, ambicioso, inescrupuloso, inconsequente, trapaceiro.
Ticiano Osório, Zero Hora
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