Dossiê Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria

Se Eu Tivesse Pernas, Eu te Chutaria

Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria acompanha uma mulher exausta emocional e fisicamente, presa a uma rotina marcada por trabalho, maternidade e expectativas que se acumulam sem alívio. À medida que pequenas situações do cotidiano se tornam insuportáveis, o filme constrói um retrato direto do colapso silencioso de alguém que tenta seguir funcionando enquanto tudo ao redor parece desabar.

Ficha técnica
Título original: If I Had Legs I’d Kick You
Direção e roteiro: Mary Bronstein
Elenco: Rose Byrne
País: Estados Unidos
Ano: 2025

Veja o que associadas e associados da Abraccine estão falando sobre o filme:

TEXTOS

A diretora recusa o caminho da redenção. Não há catarse nem reorganização moral. A narrativa se organiza como a tentativa de sobreviver ao próprio dia, sem promessa de sucesso, e o filme termina no mesmo terreno instável em que começou, mas com camadas mais visíveis de desgaste e lucidez.
Cecilia Barroso, Cenas de Cinema

A direção de Mary Bronstein é poderosa. Retrata esse cenário caótico com cenas de arrepiar, enchendo o filme com uma sensação sufocante de alta intensidade dramática.
Eduardo Kaneco, Leitura Fílmica

É o filme nos colocando dentro da cabeça dessa mulher. Amor, culpa, exaustão, raiva, tudo misturado. A montagem, o som, a música e o ritmo vão criando uma sensação constante de ansiedade e claustrofobia. É um filme que aperta. Que sufoca. Dá falta de ar só de lembrar.
Gabriel Pinheiro, Medium

Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria é sufocante, ácido e preciso ao nos encurralar com sua câmera frontal. Queremos saber mais sobre essa mulher incrível e viva que é Linda, embora queiramos igualmente vê-la liberta dessa vida cruel que vive.
Marco Fialho, Cinefialho

Bronstein, também autora do roteiro, desenvolve uma narrativa tão forte que nos faz sentir praticamente o que Linda sente. Falando nela, a construção dessa personagem é bastante crível e a interpretação de Rose Byrne é intensa e vigorosa, reforçada ainda mais pelos enquadramentos fechados em seu expressivo rosto.
Marden Machado, Cinemarden

Enquanto isso, a câmera inquieta e os quadros fechados do diretor de fotografia Christopher Messina contribuem para a sensação angustiante que permeia a projeção, ao passo que o desenho de som desempenha um papel crucial ao salientar o nervosismo de Linda através do bipe constante da máquina que monitora a filha, do ruído da babá eletrônica, da estática que aumenta à medida que a protagonista se afasta do quarto de hotel para respirar um pouco e da vibração grave que por vezes toma conta do ambiente, reforçando seu desconforto e sua ansiedade.
Pablo Villaça, Cinema em Cena

INSTAGRAM

A cineasta e a atriz fazem essa personagem mergulhar em sentimentos sombrios e contraditórios, desconstruindo romantizações em torno da conciliação entre trabalho e maternidade.
Wanderley Teixeira, Chovendo Chapos

ENTREVISTAS

Paula Jacob, para Harper’s Bazaar: Rose Byrne faz papel de sua vida em “Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria”

Um comentário sobre “Dossiê Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria”

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