Dossiê 43ª Mostra SP: Documentários estrangeiros

Bellingcat: A Verdade em um Mundo Pós-Verdade (Holanda), de Hans Pool

“O diretor Hans Pool nutre evidente admiração por estes homens, permitindo que eles controlem, sozinhos, todo o ponto de vista do documentário. Por um lado, isso garante falas despojadas e sinceras por parte dos entrevistados. Por outro lado, impede que o cineasta imprima qualquer forma de distanciamento em relação aos fatos narrados.”
Bruno Carmelo

 

Em Cada Lentilha um Deus (Espanha), Miguel Ángel Gimenez

“Há no filme uma oportuna discussão sobre a valorização exacerbada da figura dos chefs na mídia hoje em contraste com os valores tradicionais, mantidos por famílias como os Moya, dedicados em tempo integral a uma pesquisa do cardápio e à obtenção de ingredientes de qualidade, produzidos por fornecedores locais.”
Neusa Barbosa

 

O Espelho Africano (Suíça), de Mischa Hedinger

“Por mais que o material constitua excelente fonte de reflexão, talvez O Espelho Africano seja limitado pela ausência de atrito entre estas imagens e outras, criadas pelo cineasta ou encontradas por ele.”
Bruno Carmelo

 

 

Gay Chorus Deep South (Estados Unidos), de David Charles Rodrigues

“É quando revela um olhar preciso ao elencar algumas figuras mais representativas, concentrando nelas a mensagem sobre a qual estava determinado a se debruçar. A realidade gay não é exclusiva de um ou outro modo de vida. Ela também se multiplica e é capaz de inúmeras leituras.”
Robledo Milani

 

Merata: Como Minha Mãe Descolonizou a Tela (Nova Zelândia), de Hepi Mita

“Por sorte, Merata: Como Minha Mãe Descolonizou a Tela se vale de uma protagonista que desperta interesse o suficiente para se sobrepôr aos pequenos problemas de execução dele mesmo. É impossível não sair do filme querendo ver cada um dos filmes de Merata.”
Isabel Wittmann

 

 

Mr. Jimmy (Estados Unidos, Japão), de Peter Michael Dowd

“Como a trajetória do músico não se transforma ao longo de décadas, o filme tampouco se desenvolve: o diretor busca nas câmeras lentas, na multiplicidade de ângulos e de apresentações uma variação que a narrativa não é capaz de fornecer.”
Bruno Carmelo

 

 

O Que Não Mata (Bélgica, França), de Alexe Poukine

“Felizmente, ao invés de se limitar ao grito de alerta, a cineasta transforma este procedimento num questionamento social e uma investigação psicológica.”
Bruno Carmelo

 

 

O Século da Fumaça (Bélgica, França), de Nicolas Graux

“As escolhas estéticas nunca se reduzem a um exibicionismo da direção, procurando encontrar a forma mais adequada àquele mundo de inércia.”
Bruno Carmelo

 

 

Viajante da Meia-Noite (Estados Unidos, Reino Unido, Catar, Canadá), de Hassan Fazili

Viajante da Meia-Noite foge assim à mera intenção de homenagem ou registro para a posteridade, inscrevendo-se numa realidade urgente.”
Bruno Carmelo

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