
Homem com H acompanha a trajetória de Ney Matogrosso, desde a juventude até a consolidação como um dos artistas mais marcantes da música brasileira. O filme percorre sua formação, a explosão com o grupo Secos & Molhados e a construção de uma carreira solo marcada por performances, identidade visual e enfrentamento de padrões sociais.
Ficha técnica
Título original: Homem com H
Direção e roteiro: Esmir Filho
Elenco: Jesuíta Barbosa, Rômulo Braga, Hermila Guedes, Caroline Abras
Direção de fotografia: Azul Serra
Montagem: Germano de Oliveira
País: Brasil
Ano: 2025
Veja o que associadas e associados da Abraccine estão falando sobre o filme.
TEXTOS
No processo, o filme não escapa de algumas outras armadilhas da cinebiografia contemporânea, a começar pela intercalação previsível de sexo e música, o desenrolar abrupto de relações entre os personagens e a unidimensionalidade dos coadjuvantes.
André Guerra, Giro/Diário de Pernambuco
Grande trunfo de Homem com H é, sem dúvida, o seu protagonista. Jesuíta Barbosa compõe um Ney Matogrosso com uma riqueza interpretativa, cheia de detalhes e sutilezas, tão bem integradas ao personagem que a gente vê um Ney jovem na tela, como se ele estivesse mesmo ali, rejuvenescido.
Antonio Carlos Egypto, Cinema com Recheio
Biografias musicais tendem a aprisionar a trajetória dos protagonistas em estruturas narrativas muito parecidas e desgastadas. O longa de Esmir Filho também segue uma base convencional, mas se distingue em diversos aspectos de “biopics” mais corriqueiras. Tem mais vibração, escolhas estéticas menos óbvias e uma maior constância de ritmo. O filme pulsa.
Bruno Ghetti, Folha de S.Paulo
Mas, para além do fascínio que Ney sempre despertou em seus público e contrapúblico, é impossível ignorar que o comprometimento de Esmir Filho em fazer uma biografia que foge — mas não tanto — do convencional patrocine parte deste êxito.
Chico Fireman, Filmes do Chico
Tais deslizes, enfim, derivam da falta de um recorte mais restritivo para essa cinebiografia. Se um livro não cabe num filme, uma vida muito menos.
Eduardo Kaneco, Leitura Fímica
Diante de uma performance sem amarras como essa, Jesuíta Barbosa nos convida a adentrar a sua sabedoria cênica em cada momento do longa, é um mergulho de verdade dentro da história de Ney Matogrosso.
Francisco Carbone, Rota Cult
De certo modo, isso resulta em uma biografia musical convencional, imune a críticas ainda por cima, já que os fãs não estão preocupados com isso, desde que as músicas e a interpretação central remetam à sensação que têm quando escutam o ídolo. Eu não os condeno, pois Ney é incrível, e Jesuíta honra a sua trajetória.
Márcio Sallem, Cinema com Crítica
Homem Com H se constrói pela ótica coerente do Ney como artista e pessoa e não desvincula uma da outra, e isso talvez seja o maior acerto tanto da direção quanto do roteiro, ambos assinados por Esmir Filho.
Marco Fialho, Cinefialho
Ney sempre foi um contestador. E Homem Com H deixa isso bastante evidente. Além disso, o filme não tem pudor em tratar os momentos mais íntimos e pessoais de sua vida.
Marden Machado, Cinemarden
Longe de adotar um formato convencional de narrativa linear, o filme aposta numa abordagem sensorial e impressionista. Esmir Filho, também responsável pelo roteiro, fragmenta o tempo e a memória para dar corpo a uma experiência subjetiva, que se aproxima mais da fluidez de um sonho do que da rigidez de um relato factual.
Paulo Camargo, A Escotilha
Outro elemento que diferencia o filme de outras cinebiografias sobre nomes da música é que não se vê um personagem preso às marés de acontecimentos históricos.
Paulo Henrique Silva, O Tempo
Jesuíta Barbosa oferece uma das composições mais complexas de sua filmografia, explorando uma expressão corporal que nunca se dá por satisfeita para ilustrar um tipo em constante evolução, confrontando tanto a si, como a todos ao seu redor.
Robledo Milani, Papo de Cinema


