Kasa Branca – Dossiê 15º Prêmio Abraccine

Kasa Branca

Kasa Branca acompanha a rotina de um grupo de jovens na periferia do Rio de Janeiro, observando suas relações, deslocamentos e formas de convivência em um espaço marcado por ausência de estrutura e presença constante de tensões sociais.

Ficha técnica
Direção e roteiro: Luciano Vidigal
Elenco: Big Jaum, Teca Pereira, Diego Francisco, Ramon Francisco, Gi Fernandes, Daniel Braga, Babu Santana
Direção de fotografia: Arthur Sherman
Montagem: André Sampaio
País: Brasil
Ano: 2025

Veja o que associadas e associados da Abraccine estão falando sobre o filme.

TEXTOS

Enfim, um retrato da realidade da pobreza, que acaba tornando tudo mais difícil, mesmo contando com a solidariedade das pessoas em volta, da ajuda que sempre aparece, do espírito comunitário.
Antonio Carlos Egypto, Cinema com Recheio

O diretor Luciano Vidigal dá um passo importante rumo à desconstrução do imaginário perverso acerca das comunidades. O cinema brasileiro aprendeu a fetichizá-las enquanto palco de espetáculo: tiroteios, gangues, policiais, BOPE, traficantes, balas perdidas, perseguições, sangue, grito, correria.
Bruno Carmelo, Meio Amargo

Kaza Branca certamente revela o potencial de um diretor talentoso. No entanto, aqui sufocado pela urgência de canalizar suas vivências e crenças.
Eduardo Kaneco, Leitura Fílmica

A maioria das sequências, principalmente as que têm os deslocamentos de Dona Almerinda, falham em mostrar ao espectador as expressões faciais, contenções e deslocamentos das personagens nas cenas.
Enoe Lopes Pontes, Coisa de Cinéfilo

A partir do reencontro, a ideia de prosperar enquanto ponto de cultura enche de música Kasa Branca, ao som do trap. O silêncio volta a aparecer como contraste, na cena que dialoga com o prólogo do filme, voltando aos trilhos do trem em direção à Central do Brasil.
Jorge Cruz Jr., Apostila de Cinema

Merece destaque o modo como Kasa Branca se apropria de clichês do drama convencional e, antropofagicamente, recria-os à sua maneira, como na sequência em que os amigos invadem um parque de diversões para levar dona Almerinda a uma roda-gigante. Amor e humor se conjugam ali de maneira irresistível.
José Geraldo Couto, Blog do IMS

Talvez falte a Kasa Branca uma consistência dramática mais definida, que impulsione de vez a narrativa
Luiz Zanin Oricchio, Estadão

Kasa Branca é um filme bonito que celebra os vínculos e as ações essenciais para o senso de comunidade na periferia.
Marcelo Müller, Papo de Cinema

A direção valoriza a voz, a atitude e o corpo dos seus jovens intérpretes em ações e reações que, até quando são mais simplistas, dado os problemas complexos diante de Dé, encontra uma expressão realista mesmo quando bebe da fonte de conto de fadas e de circunstâncias fortuitas.
Marcio Sallem, Cinema com Crítica

Porém, o que o filme traz de específico é que o faz grande, a afeição pelos personagens que parecem saídos da vida real, com seus cotidianos de dificuldades, com os maus atendimentos dos hospitais; a ausência de pensão paterna; a fila da Previdência Social; a dura e o acharque do policial; a desestruturação das famílias com a ausência dos pais; entre tantos elementos que acendem a fagulha da vida em Kasa Branca.
Marco Fialho, Cinefialho

Vidigal derruba a maneira como as comunidades costumam ser tratadas pelas autoridades e por boa parte da imprensa. Há união e solidariedade entre as pessoas que lá residem. Todas e todos se ajudam pois sabem que caso precisem também receberão ajuda quando necessário. Mas não pense se tratar de uma obra que enfeita e romantiza aquela realidade. Pelo contrário. Problemas existem. E são muitos.
Marden Machado, Cinemarden

E aqui a palavra “comunidade” não serve apenas como a típica suavização para favela, ela é a representação máxima dessa desconstrução desse espaço urbano, bastante presente em filmes sobre o Rio de Janeiro, como é o caso deste, não mais visto pela fetichização da violência e do crime, mas seguindo as pessoas comuns batalhando para sobreviver e precisando se unir para seguir existindo, e, por que não, encontrando diversão e saciando ou não vontades no processo.
Victor Russo, Filmes & Filmes

A tônica dominante é a do companheirismo, enfatizado até mesmo quando algum conflito ou desentendimento parece se instaurar. O humanismo do longa-metragem é impressionante, o que é valorizado pelas maravilhosas atuações de todo o elenco.
Wesley Pereira de Castro, Wanna Be Nerd

Um comentário sobre “Kasa Branca – Dossiê 15º Prêmio Abraccine

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