Laerte-se

Marcelo Müller * A dramatização da factual relutância da cartunista e chargista Laerte Coutinho em começar a documentar a própria vida não é um dado gratuito em Laerte-se. Ela dá conta de um traço característico e insuspeito da personalidade dessa artista consagrada que assumiu a transexualidade aos 57 anos, algo explorado frequentemente pelo longa-metragem dirigido…

Um balanço porque balanço é movimento

Cesar Zamberlan * Depois de ter visto, analisado e discutido com os colegas do júri todos os filmes que fizeram parte da mostra competitiva brasileira do É Tudo Verdade, chega a hora de fazer um balanço do panorama que nos foi apresentado e alguns pontos merecem ser destacados. Como os colegas já trataram do conjunto…

Balanço Curtas – ETV

Cássio Starling Carlos *   A visão em conjunto dos nove curtas-metragens da competição brasileira do É Tudo Verdade reitera a percepção, já registrada a respeito dos longas, de que a maior parte dos trabalhos selecionados tende a buscar moldes testados e garantidos. Resta descobrir se esta é uma perspectiva gerada pelos valores priorizados na…

Da relevância e do interesse

Camila Vieira * Eis um problema recorrente no documentário contemporâneo: confiar que basta tema relevante ou personagem interessante para realizar bom filme. Dentro da mostra competitiva de longas-metragens do 22º Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade, cinco dos sete títulos caíram nesta armadilha de se deixar seduzir pela pertinência temática de algum tema de…

Prêmio Abraccine no 22º É Tudo Verdade

De 20 a 30 de abril foi realizado o 22º É Tudo Verdade / It’s All True – Festival Internacional de Documentários, no Rio de Janeiro e São Paulo. O júri da crítica organizado pela Abraccine, formado por Cesar Zamberlan (SP), Camila Vieira (RJ) e o presidente do júri, Cássio Starling Carlos (SP) elegeu o…

Despojamento controlado

Renato Félix * A barreiras borradas entre documentário e ficção estão cada vez em evidência no cinema brasileiro. Brincar (mesmo que seja a sério) com esses limites parece sedutor desde, pelo menos que Woody Allen lançou seu “Zelig”, em 1983, ou, indo bem mais para trás, o que Robert Flaherty fez em “Nanook, o Esquimó”,…