BRANCO SAI, PRETO FICA, de Adirley Queirós

brancoPor Willian Silveira (RS)

A relação do brasileiro com o seu espaço urbano segue uma ordem política desde cedo. Seja pela ausência do Estado, como em muitas cidades do interior em que a estrutura básica é dada à sorte, seja pela presença forçada, como na construção de Brasília, em que a capital, produto racional da arquitetura moderna, está longe de se ver legitimada por quem a usa. No cinema, a contundência do assunto se tornou evidente com o reconhecimento em larga escala de O Som ao Redor (2012), em que Recife se torna refém da verticalização e da especulação imobiliária. Intrigante, Branco Sai, Preto Fica continua a temática, mas pressiona os limites da narrativa em um projeto extremamente ousado.

O título é a palavra de ordem dita por um policial ao entrar em um baile de música black, nos anos 1980. O que encontraremos em tela será o resultado deste momento, um trabalho que alterna entre o documentário (a abordar o acontecimento) e a ficção, na medida em que este complementa aquele, e aquele ganha sentido diante da evolução deste.

Para ler mais, clique aqui.

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