Melhores 2017 – Paterson

Paterson

O Melhor Longa Metragem Estrangeiro de 2017 segundo a Associação Brasileira de Críticos de Cinema – Abraccine foi Paterson de Jim Jarmusch, escolhido pelos associados entre todos os filmes exibidos em circuito comercial no país durante o ano.

Sobre Paterson (clique no nome para ler o texto completo):

“Habilmente, Jarmusch provoca nossas expectativas viciadas como espectadores. Cria pistas que levam a temer grandes tragédias e violência. Sugere aventuras (ou tragédias?) passadas, como ao mostrar o retrato do protagonista numa farda militar, na cabeceira, mas não vai além.” Neusa Barbosa

“Paterson, de Jim Jarmusch, é um dos raros filmes a investir na dimensão da poesia neste mundo conturbado. Um belíssimo filme, com Adam Driver no papel de dublê de motorista de ônibus e escritor de poemas.” Luiz Zanin

Paterson é conciso como um poema cujos excessos de adjetivos foram cuidadosamente cortados pelo autor; e ainda assim, a melhor maneira de sumarizar a experiência de vê-lo é adjetivando-o como enigmático ou fantasmagórico.” Susy Freitas

“E Paterson não é um filme de heróis. É um longa sobre a poesia invisível contida na existência do homem banal. Que se torna visível pelo olhar de um artista apaixonado pela beleza dessa rotina.” Daniel Oliveira

“Acontece que, igualmente, no sentido estrito e preciso desse adjetivo, a designação de “poético” para o filme se mostra muito adequada porque, acima de tudo, a própria estrutura do roteiro é construída em função dessa qualidade.” Luciano Ramos

“Paterson é um daqueles filmes que você nunca irá esquecer, pois ele vai rápido e direto para caixinha de carinho e beleza simples que todo espectador carrega consigo, e lá se instala.” Luiz Joaquim

“É nesse jogo, entre o que está na superfície e o que se esconde por trás das aparências, entre o que se vê e o que a realidade mais banal não parece mostrar, que se configura Paterson. Parece simples, mas é um filme de uma riqueza absolutamente incomum.” Daniel Feix

“A arte nos eleva. E de vez em quando é bom sair de um filme que consegue passar uma mensagem sobre a linguagem lírica utilizando a força da palavra sensível, falada e escrita, mas também extraindo poesia do próprio fazer cinematográfico.” Ailton Monteiro

“O mergulho poético, que para mim traz muito da poesia Beat, dos versos do Bob Dylan e William Carlos Williams (referência explícita no filme), mostra o quanto as fronteiras entre poesia e outras formas de expressão precisam ser repensadas para além de catálogos rígidos. No caso específico de Paterson, a fronteira entre imagem poética e imagem cinematográfica.” Humberto Pereira da Silva 

“A inspiração em Ozu também é clara.  Tanto que, quando algo abala essa bela rotina poética, é um poeta japonês que aparece em Paterson, para salvar a poesia do personagem Paterson.  Bonito isso!” Antonio Carlos Egypto

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