Considerações do júri Abraccine no 47o Festival de Brasília (II)

estatuabrasilia

Estátua!, uma experiência estética

Por Fernando Oriente (SP)

A diretora Gabriela Amaral Almeida faz de seu curta Estátua! (imagem acima) uma experiência estética (no sentido amplo do termo) rica e sofisticada, em que conflitos, tensões e simbologias e fundem para ampliar a potência do tecido dramático do filme. Construído por meio de um belo trabalho de composição de quadro e uma evolução narrativa absorvente, que joga com os paradoxos das situações propostas, ‘Estátua!’ atinge o público na intensidade das situações construídas e na força do suspense que conduz a trama em movimento interno crescente.

Os planos são todos funcionais e a composição de cena impressi  ona pela forma como a cineasta utiliza os espaços do apartamento em o filme se desenvolve como elemento dramático. A câmera está sempre posicionada para criar uma relação geométrica com o ambiente que potencializa as angústias da protagonista, a babá Isabel (Maeve Jinkings, na melhor interpretação do Festival de Brasília desse ano, entre todos os curtas e longas).

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Brasília no limiar entre a ficção e o real

Por Amanda Aouad (BA)

Ao abolir as categorias, o 47º Festival de Cinema de Brasília passou o seu recado. Filme é filme, independente de ser ficção ou documentário, live action ou animação. Mas, observando os filmes da Mostra Competitiva, percebe-se que esta decisão vai além.

Todos os filmes longa-metragem que estavam concorrendo ao Candango este ano tinham um limiar muito tênue entre a ficção e o documental. O que casa com as últimas investidas de Eduardo Coutinho, um dos homenageados da edição. Afinal, o que é real e o que é ficção no cinema? Em Jogo de Cena, o documentarista brasileiro já havia questionado isso muito bem

 

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Imagens de um belo festival

Por Marcelo Lyra (SP)

A seleção de filmes do 47° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro foi considerada desafiadora pelo júri de longas metragens, em texto lido no palco, durante a cerimônia de entrega dos prêmios. De fato, foi uma seleção instigante e eclética, colocando na tela do Cine Brasília filmes de estilos e temáticas diametralmente opostas como os abrangentes e politizados Brasil SA e Branco Sai, Preto Fica e os intimistas Ela Chega na Quinta e Ventos de Agosto.

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