Francisca – Dossiê Manoel de Oliveira

FRANCISCA, Teresa Menezes (left), 1981. ©VO Filmes

FRANCISCA, Teresa Menezes (left), 1981. ©VO Filmes

por Ailton Monteiro

Não devia ser fácil viver em meados do século XIX, quando as tintas lúgubres do Romantismo perturbavam os espíritos de homens e mulheres. Vendo Francisca (1981), de Manoel de Oliveira, fica-se com a impressão de que esse tenha sido um período ainda mais difícil para as mulheres, que só serviam para os homens de espírito romântico se colocadas num pedestal ou se exemplos de amor impossível ou platônicos. Esse é um dos dramas de Fanny/Francisca (Teresa Menezes), personagem-título desta obra-prima de Manoel de Oliveira, grande homem e cineasta que nos deixou aos 106 anos de idade, no último dia 2 de abril.

Francisca não foi a única adaptação de uma obra de Agustina Bessa-Luís feita por Manoel de Oliveira. Foi apenas a primeira. Seguiram-se em seguida: Vale Abraão (1993), Inquietude (1998), O Princípio da Incerteza (2002) e Espelho Mágico (2005). Francisca é adaptação do romance Fanny Owen (1979) que trata de um caso envolvendo José Augusto, um amigo do escritor Camilo Castelo Branco, e seu objeto de seu desejo, Fanny, uma jovem inglesa que vivia em Portugal.

Vale destacar que ver o filme na cópia existente atualmente na web não é tarefa fácil. Seja por causa da própria fotografia, que tende para a escuridão, seja pela qualidade do DVD original, isso acaba sendo um obstáculo para quem quer ver um filme de cerca de 2h40 minutos de duração. Logo, é preciso um pouco de paciência. Até porque o filme fica mais interessante mesmo quando Fanny se faz mais presente na trama.

Leia mais aqui.

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