18o CinePE: Ponderações do júri Abraccine

o mercado de noticias

Jornalismo nos tempos de cólera

Por Lucas Salgado (RJ)

Bastaram poucas horas da morte de Gabriel García Márquez, no último dia 17 de abril, para que o jornalista Reinaldo Azevedo publicasse em seu blog no site da revista Veja um texto afirmando que o Nobel da Literatura era, além de um grande escritor, um idiota por seguir ideais comunistas e manter uma aproximação com Cuba. Tal indivíduo já havia usado o mesmo adjetivo para tratar de Oscar Niemeyer, também logo após seu falecimento, em dezembro de 2012. Quem acompanha o noticiário político, seja em jornais, revistas ou sites, já percebeu que este tipo de “jornalista rottweiler” (termo de Suzana Singer, ombudsman da Folha de São Paulo) está na moda nos dias de hoje. E a tendência, às vésperas de uma nova eleição presidencial, é uma radicalização ainda maior. Diante disso, O Mercado de Notícias  (foto acima) deve ser visto como uma obra essencial e de fundamental importância.Clique para ler mais: Jornalismo nos tempos de cólera

 

E Agora. Lembra-meA Idade Maior do cinema português?: “E Agora? Lembra-me”, de Joaquim Pinto

Vence prémio Abracine para Melhor Filme

Por Paulo Portugal

Há filmes assim. Dominados por uma pulsão interior, pela teimosia ou necessidade de acontecer, pela recusa da submissão à conformidade, seja ela de tema, formato ou género cinematográfico. E não será assim que boa parte do melhor cinema português de autor acontece? No entanto, outros há ainda que parecem sublimar essa dimensão, dotando-lhes o sentido da vida. E é aí que colocamos E Agora? Lembra-me, o documentário de Joaquim Pinto que apaixonou a crítica no 18ª CinePE. Justamente, o júri da Abracine concedeu-lhe também a maior graça. Uma aclamação que sucede aos três prémios no festival de Locarno, o ano passado, bem como o prémio do DocLisboa. Clique para ler mais: A Idade Maior do cinema português.docx

 


A necessidade de diálogo entre filmografias romance policial

Por Humberto Pereira da Silva (SP)

A 18ª edição do Cine PE foi marcada pela mudança de estrutura em relação às edições anteriores. Nas palavras de seus diretores, Alfredo e Sandra Bertini, com a maioridade a necessidade de voos mais amplos. Assim, a aposta na internacionalização como sinal expressivo de mudança, tendo em vista a percepção de que, num tempo de integração entre filmografias, a necessidade de diálogo, de estreitamento entre o que se faz aqui e alhures. Com esse propósito, a mostra competitiva de longas de ficção internacional exibiu Todos Tenemos um Plan (Argentina), de Ana Piterbarg, Anni Felici (Itália), de Daniele Luchetti e Romance Policial (Chile/Brasil – foto acima), de Jorge Durán. Fora de concurso foi exibido O Grande Hotel Budapeste (Estados Unidos), de Wes Anderson, que abriu o Festival de Berlim deste ano. Clique para ler mais: A necessidade de diálogo entre filmografias

 

Os novos rumos do Cine PE Festival do Audiovisual

Por Diego Benevides (CE)

A maioridade do Cine PE Festival do Audiovisual trouxe mudanças, algumas criticadas. A expansão da programação, com sessões longas demais, e curadoria irregular não passaram despercebidas. Alfredo Bertini não negou que esse foi um ano de teste para o Cine PE para que ajustes possam ser feitos nas próximas edições. A nova experiência, a partir da reestruturação do evento, resolveu problemas como os de projeção, que acometeu outros festivais no ano passado. Um novo modelo de exibição em DCP com um servidor flexível permitiu que os filmes fossem exibidos sem travamentos, ainda que alguns realizadores tenham se queixado do áudio em determinadas sessões. Clique para ler mais: Os novos rumos do Cine PE Festival do Audiovisual

 

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Crédito: Enock Carvalho / Cine Marcado

Repensar é preciso

Por André Dib (PE)

Não é fácil se debruçar novamente sobre o 18º Cine PE. Nele perdi um amigo. E a ele retorno, ao escrever este texto.

Por este e outros motivos, das edições em que estive, esta foi a mais triste. A começar pelas mortes que ocorreram antes e durante o evento. Uma delas, a de José Wilker, que faleceu logo após o anúncio de que seria homenageado. No último dia do festival, outra grande perda: o crítico de cinema João Carlos Sampaio foi vítima de um infarto fulminante, deixando consternados os amigos, colegas de profissão e a organização do Cine PE. repensar é preciso

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