9º Olhar de Cinema: Muitos olhares

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Agora

Com tantas expressões artísticas em cena – poesia, canção, pintura, música, coreografia e outras – revelando-se pela dor, Agora fica como um (histórico) documento instigante a respeito do significou estar em dezembro de 2018 no Brasil com a compreensão do que nos aguardava.
Por Luiz Joaquim

Letra Maiúscula

Por sua vez, os materiais de arquivo da TV romena, interpostos ao caso narrado, de formatos e temas diversos, somam outras camadas ao filme e ao propósito maior do diretor e de muitos de seus colegas conterrâneos que é o de averiguar a caixa preta do país.
Por Rafael Carvalho

MOSTRA OUTROS OLHARES

O Índio Cor de Rosa Contra a Fera Invisível: A Peleja de Noel Nutels

O uso amplo do testemunho gravado de Nutels por Carvalho fornece uma estrutura essencial – somos lembrados de que as próprias imagens, por mais pungentes que sejam, podem não ter causado, por si só, um impacto tão forte.
Por Ela Bittencourt (em inglês)

Oroslan

Os filmes de Ivanisin são sempre um tanto camaleônicos. Da rarefação de diálogos da parte inicial passa-se à verborragia posterior quando acompanhamos do banco de trás de um carro ou de uma mesa de bar as longas interações entre dois moradores locais.”
Por Adriano Garrett

Os Meninos Lobo

Lentamente essa narrativa realista que se permite fantasmagórica começa a colocar em cheque esses jovens homens, todos inseridos em contexto onde a masculinidade não os deixará ilesos. Os assombros de guerras passadas os arremessam a guerras futuras onde a carga de ser Homem, de ter Honra, representa uma maldição a mais naquele ambiente; é por serem demasiadamente Homens que tantas vidas foram perdidas, literal ou metaforicamente, e a perda da razão também vasculha tantos sobreviventes.
Por Francisco Carbone

Sonho Californiano

Um filme como este carrega ao menos duas funções: primeiro, da sua origem, segundo, do formato. Um filme de mulheres, que não faz menção direta ao genocídio, e com isto alarga nosso imaginário sobre o Camboja. Depois, porque reforça a ideia de que num curta é possível arriscar temas e abordagens que na metragem comercial seria mais difícil.
Por Ivonete Pinto

MOSTRA OLHARES BRASIL

Cabeça de Nego

É impressionante como Déo Cardoso vai construindo essa passagem de maneira fluida e envolvente. Partindo do particular para o coletivo. Não está em voga ali apenas um jovem que sofreu preconceito, mas um racismo estrutural.
Por Amanda Aouad

O Canto dos Ossos

Os jovens cineastas imprimem uma interessante ambientação climática de mitos fantásticos universalmente conhecidos dentro de habitats brasileiros, mas executam um trabalho insuficiente quanto à direção de atores e roteiro
Por Nayara Reynaud

Cavalo

Se o homem nasceu em Alagoas, o homem nasceu negro. E negros são os sete protagonistas do filme que, cada uma a sua maneira, parecem procurar sua conexão mais íntima com sua etnia, seja na religião, na lama do mangue, na cultura hip hop, na própria história de luta de uma população.
Por Chico Fireman

Fakir

Aqui, Ignez maneja muito bem o material de arquivo, o cancioneiro popular, a voz over; mas sua encenação fica entre a fantasmagoria e a homenagem aos cineastas com quem trabalhou como atriz. O recurso de desnudar o dispositivo e a filmagem já não incita a consciência da representação. É preciso buscar outras estratégias.
Por Adolfo Gomes

Sertânia

A narrativa é conduzida com a ambição de um diretor que não temeu alternar camadas realistas, contemplando as incursões dos cangaceiros nas cidades, onde se manifesta a ambiguidade das relações do capitão com as elites locais; fantásticas, como a procura de Gavião pelo pai no reino dos mortos (com direito a uma conversa com o pioneiro industrial Delmiro Gouveia, interpretado por Lourinelson Vladmir); e até metafóricas, desnudando o mecanismo da representação ficcional ao mostrar as câmeras e técnicos da produção – o que não deixa de ser uma forma de aproximar os tempos, o da história narrada e o nosso.
Por Neusa Barbosa

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