ABRACCINE elege “Cabra Marcado para Morrer” como o melhor documentário do cinema nacional

“Cabra Marcado para Morrer” é o melhor documentário do cinema brasileiro, de acordo com votação da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), realizada entre seus críticos associados e convidados. A pesquisa também mostrou que Eduardo Coutinho, diretor do filme lançado em 1984, é o mais importante realizador do gênero no país, ao ter três…

Aquarius: inventário da memória

Ivonete Pinto* Fora temer que o cinema pernambucano diminua o número de produções, em função da possível futura falta de políticas públicas para o audiovisual, a qualidade segue como seu diferencial. “Aquarius”, o terceiro longa de Kleber Mendonça Filho, desde antes de seu lançamento ─ e turbinado pela seleção de Cannes ─, desponta como um…

Clara – a doença como metáfora em Aquarius

Luiza Lusvarghi* Nos primeiros longos minutos de “Aquarius”, percebemos, em meio a uma festa familiar, que Clara, a protagonista, vivida na juventude pela atriz mineira Bárbara Colen, e na maturidade por Sonia Braga, acaba de sobreviver a um câncer. E também que pertence a uma tradição familiar de mulheres ousadas e libertárias, que não se…

Aquarius

Carol Almeida* “Como eu poderia saber que esta cidade foi feita na medida do amor? Como eu poderia saber que você foi feito na medida do meu corpo?”, Ela pergunta em Hiroshima mon amour. No filme de Alain Resnais, é o amor entre duas pessoas o grande arquiteto da cidade, a régua que irá redesenhar,…

Clara e a resistência

Ângela Prysthon* Uma das recorrências mais marcantes do cinema de Kleber Mendonça Filho é a tentativa de ruptura com certo padrão de caracterização regional que tenderia ao folclórico e ao caricatural. Ainda que apareçam a “cor local”, o sotaque, a crônica urbana recifense, seus filmes evitam a celebração efusiva dos tipos regionais, o determinismo naturalista…

Uma mulher, suas memórias e o dever de resistir

Luciana Veras* “Aquarius é um filme sobre memória e sobre história, que não são muito valorizadas na nossa cultura”, define o realizador pernambucano Kleber Mendonça Filho. É, portanto, do acúmulo e da ação do tempo e das camadas de significados das lembranças – de uma mulher e seus objetos, de um apartamento, de uma cidade…