Dossiê Festival de Paulínia (II)

sangue azul 1

Por Robledo Milani (RS)

 

Sangue Azul

Por maiores que sejam as distâncias geográficas, algumas pessoas e situações nunca conseguem se separar. É mais ou menos essa ideia que o diretor Lírio Ferreira defende em seu mais recente longa, o drama Sangue Azul. Notório desde sua concepção por se tratar do primeiro longa-metragem filmado inteiramente na ilha de Fernando de Noronha, o filme consegue sabiamente ir além das impressionantes belezas naturais que explora com muito cuidado para se mostrar com uma trama densa e envolvente, cujo maior mérito é o competente e coeso elenco liderado por Daniel de Oliveira, em mais um excelente e destacado trabalho no cinema, mostrando de vez que essa é a sua expressão artística de maior efeito.

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a pedra da paciencia

A pedra da paciência

Jean-Claude Carrière é um dos maiores nomes do cinema universal. Vencedor do Oscar pelo curta-metragem Heureux Anniversaire (1962), foi indicado ainda três vezes pelos roteiros que escreveu para os clássicos O Discreto Charme da Burguesia (1972) e Esse Obscuro Objeto do Desejo (1977), ambos de Luis Buñuel, e por A Insustentável Leveza do Ser (1988), de Philip Kaufman. É também ator – apareceu recentemente no fantástico Cópia Fiel (2010), de Abbas Kiarostami – e realizador, porém essas são atividades mais esporádicas. Já com mais de 80 anos e com uma produção cada vez mais espaçada, toda notícia de um novo trabalho seu merece ser comemorado com expectativa e ansiedade. Exatamente o que aconteceu em relação ao interessante drama A Pedra de Paciência, que ganhou às telas sob a direção do cineasta afegão Atiq Rahimi.

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castanho

Por William Silveira (RS)

Castanha

João Castanha nos é apresentado na primeira cena do filme. Coberto de sangue, caminha nu em direção à câmera, como que tomado pelos ferimentos. Ferimentos aparentemente externos, frutos de uma violência física, a se revelar, durante o decorrer do filme, causada pelas próprias condições da vida escolhida.
Castanha, primeiro longa-metragem de Davi Pretto, nos conta a rotina do João Castanha (interpretado pelo próprio), ator e animador de espetáculos na noite de Porto Alegre. Entre uma apresentação e outra, somos levados ao mundo do protagonista. Com uma mistura de documentário e ficção, o longa aposta em uma linguagem cinematográfica não tradicional. A câmera, como um espectador esquecido, pouco ou nada se movimenta – a cena inicial é uma exceção. Os diálogos, simples e naturais, insistem em codificar o gênero.

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boa sorte

Por Paulo Henrique da Silva (MG)

 

“Boa Sorte”, de Carolina Jabor, com Deborah Secco

 

PAULÍNIA – Talvez Deborah Secco tenha pensado em nomes como Cameron Diaz (Quero Ser John Malkovich), Charlize Theron (Monster – Desejo Assassino), Halle Berry (A Última Ceia) ao aceitar o papel de Judite no filme “Boa Sorte”, de Carolina Jabor, exibido na noite de quinta-feira no 6º Paulínia Film Festival.

Todas elas saíram da condição de ser apenas uma ex-modelo se aventurando no cinema, presas à condição de um “rostinho bonito”, para ganhar o reconhecimento de seus pares e fugir das limitações que o estereótipo impõe valendo-se da transformação física, o que já levou muitos astros a emagrecerem, engordarem ou simplesmente ficarem feios.

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Filme do estreante Camilo Cavalcante vence o 6º Festival de Paulínia

PAULÍNIA – Grande vencedor do 6º Paulínia Film Festival, encerrado na noite de domingo na cidade paulista, o filme pernambucano A História da Eternidade sintetiza duas décadas da cinematografia nordestina, desde quando as leis de incentivo foram criadas e descentralizaram a produção nacional.

Temas como o sertão, a pobreza, a migração, o isolamento, a honra, o conservadorismo, a riqueza cultural da região e o papel da mulher daquela sociedade ressurgem na obra do estreante em longas-metragens Camilo Cavalcante revigorados por um roteiro preciso e uma condução vigorosa.

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Daniel de Oliveira revela nuances do personagem que criou e que, diz, virou um vício

PAULÍNIA – “Adoro ir à Amazônia. É bom ‘pra’ c… Você já esteve lá?”, indaga o ator mineiro Daniel de Oliveira, sentado num banco a poucos metros da namorada – e par romântico na novela O Rebu, atualmente ocupando o horário das 23h na grade da Rede Globo – Sophie Charlotte, que o aguarda para um almoço tardio, após a coletiva do filme Sangue Azul, de Lírio Ferreira, exibido no recém-encerrado 6º Paulínia Film Festival.

O silêncio local – interrompido pelo espirro de uma criança (ante o qual o ator mineiro fez questão de aumentar o tom de voz para emitir um “saúde!”) –, parece estimular Daniel a compartilhar inusitados detalhes do que ele acredita ser o grande projeto de sua vida, ainda que o nome – “Homem Lama” – provoque uma certa estranheza.

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