O Júri da Abraccine no 14º Olhar de Cinema foi formado pelas críticas Nayara Reynaud, Cecilia Barroso e Luciana Melo (convidada). O festival aconteceu de 11 a 19 de junho de 2025, em Curitiba (PR).
O longa-metragem premiado pelo júri da crítica foi “Cais”, de Safira Moreira, enquanto o curta-metragem vencedor foi “Ontem Lembrei de Minha Mãe”, de Leandro Afonso.
Leia as justificativa dos júris e saiba mais sobre os filmes:
MELHOR LONGA: “Cais”

“Por realizar uma jornada íntima que se torna universal, costurando elementos diversos que nos convidam a uma reconciliação com o tempo, o Prêmio Abraccine de Melhor Longa-Metragem Brasileiro vai para ‘Cais’, de Safira Moreira.”
Sinopse do filme: A câmera atraca em terra e segue com Safira, e seu pequeno, rumo à comunidade. As mãos, o trabalho e os pequenos gestos das pessoas aos poucos nos conduzem por rios de nascimento, memória, vida e morte. Após o falecimento de sua mãe Angélica, a diretora tenta encontrá-la em outras paisagens, por cidades banhadas pelo Paraguaçu, na Bahia, e o Rio Alegre, no Maranhão, neste que é seu primeiro longa. A viagem tortuosa percorre gerações, tempos e saberes com a cadência, o encantamento e a generosidade que Moreira já demonstrava em seus curtas. (G.B.)
MELHOR CURTA: “Ontem Lembrei de Minha Mãe”

“Pelo resgate de memórias originárias latino-americanas, o debate sobre um progresso nocivo e o diálogo entre fronteiras, inclusive de linguagens, o Prêmio Abraccine de Melhor Curta-Metragem Brasileiro vai para o filme ‘Ontem Lembrei de Minha Mãe’, de Leandro Afonso.”
Sinopse do filme: Em um episódio de podcast, um homem compartilha memórias de sua infância e suas reflexões sobre o território no qual viveu, que foi inundado pela construção o Lago da Usina Hidrelétrica de Itaipu sobre o território de Guaíra e das Sete Quedas. Tal narração nos guia por imagens que evocam o desastre causado pela ideologia colonial do progresso. Afinal, o fantasma que assombra seu passado e o de sua mãe é o mesmo que assombra toda América Latina. (G.M.)

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