Cultuado e esfíngico: o duplo jogo em Andrea Tonacci

Humberto Pereira da Silva* Andrea Tonacci (1944) é um, mas não mais que um… caso revelador de certas idiossincrasias no cinema brasileiro: processo criativo descontínuo, inconstante, exposto a humores distintos, de explícito diálogo difícil além de panelas fechadas, arredio a determinado contexto de produção e à submissão a ritos de conveniências do mercado exibidor, concebido em…

Tonacci caminha com o índio sem ilusões

Carlos Alberto Mattos* A primeira cena de Serras da Desordem mostra um índio nu sozinho na floresta (mais tarde saberemos que é Carapiru, o protagonista do filme). Meticulosamente, ele corta folhas de palmeira para fazer uma espécie de cama e produz fogo com pedaços de pau. Nada parece conspurcar aquele quadro idílico de um homem…

A bênção da fé

Daniel Caetano* Eu sou um sujeito cuja relação com a religião é típica do nosso tempo, sobretudo com o catolicismo que me batizou – me afastei completamente das questões da fé religiosa e, mais do que descrença, trato isso com a distância de um estrangeiro, ou melhor, de alguém que se afasta a ponto de…

Já visto, jamais visto

Alysson Oliveira * No começo dos anos de 1970, o diretor Andrea Tonacci balançou os alicerces do cinema com seu “Bang Bang”, um filme anárquico, divertido e ácido sobre o estado das coisas e da cultura. Em 2009, novamente, com “Serras da Desordem”, questionou os limites do documentário e da representação, colocando em foco a…